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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Festa Tainha em Paranaguá



No começo dos anos 80, duas enchentes causaram uma grandes tragédias no Vale do Rio Itajaí, atingindo de maneira dramática a cidade de Blumenau (SC). Mais da metade da cidade ficou semanas debaixo d’água. Dezenas de pessoas morreram. Muitos perderam tudo que tinham.

Ao final das cheias, era preciso reconstruir a cidade e as vidas; mas também era preciso animar as pessoas para que eles conseguissem enfrentar a realidade. Dessa tragédia nasceu a Oktoberfest catarinense, uma das maiores festas populares do país.

Escrevo isso porque Paranaguá ficou deprimida com a epidemia de Dengue. Não teve carnaval, os bailes de fandango só começaram depois da Páscoa, os restaurantes ficaram vazios, o aquário quase fechou… Tudo por causa do maldito mosquito.

Eu mesmo tive a doença e reconheço que é difícil. Os sintomas são horríveis e demoram muito a passar. Mas passou. O frio chegou e a dengue passou. Deixo aqui meus sentimentos aos familiares e amigos das vítimas fatais.

A Prefeitura de Paranaguá devia seguir o exemplo de Blumenau e fazer da Festa da Tainha um momento para o povo parnanguara levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima, como manda o samba de Paulo Vanzolini.

Fomos à abertura da festa na noite de ontem (23), mas o equipamento atrasou e a abertura ficou para hoje. Deu para ter uma ideia de como será a festa. Serão 14 bancas servindo a Tainha e outros frutos do mar. Isso é um pouco menos que nos anos anteriores, mas não muito.

O cardápio é padronizado e plotado nas mesas da festa.


Como já é tradicional, as bancas são organizadas por comunidades de pescadores, cada uma identificada na fachada. Os preços estão razoáveis, sofreram um pequeno reajuste em relação ao ano passado, mas não são proibitivos.

No mais a organização está parecida com a das edições anteriores, o que é muito bom. A programação de shows musicais está bacana, só faltou o Fandando, né?

Resumindo, vale muito a pena vir, escolher uma mesa e saborear uma tainha. Minha sugestão é a Cambira, que fica dias pendurada na churrasqueira defumando. Mas também tem a recheada, no caldo, com molho branco ou parmegiana. Além das tainhas, há ostras e camarões. Tudo sempre muito bem preparado, com muita higiene e cuidado.

Além disso, o Aquário está com os ingressos mais baratos, completando um belo passeio para quem vem de fora, ou está com a família.

Confira a programação de shows:

terça-feira, 31 de maio de 2016

Frutos do mar e muito rock em Pontal


Para resgatar a tradicional festa de frutos do mar de Pontal do Sul, a Prefeitura de Pontal do Paraná realizará nesta semana a 8ª Festa de Frutos do Mar. Serão quatro dias de festas, com praça de alimentação, barracas de acessórios e apresentações musicais.

Durante a Festa, acontecerá também o 6º Encontro de Motociclistas, evento realizado pela Pontal Motors, em parceria com a Prefeitura, com camping free.

A 8ª edição da Festa de Frutos do Mar acontece na entrada de Pontal do Sul, do lado direito da PR-412, na direção da Câmara Municipal. De acordo com a organização, o local estará bem sinalizando, e de fácil identificação.

As informações são da Prefeitura de Pontal

Confira abaixo a programação:

terça-feira, 19 de abril de 2016

Antonina é Blues no feriadão!

A belíssima cidade de Antonina vai receber neste feriadão de Tiradentes o 2° Antonina Blues Festival. Os shows começam na tarde quinta-feira (21) e vão até a noite de sábado (23) sempre variando os locais.

Além do ritmo característico dos negros da América do Norte, Antonina vai receber Food Trucks de comida, bebidas e de cultura; sem falar nas atrações permanentes da cidade, que é histórica, tem muitas belezas naturais e excelentes restaurantes.

A organização do evento é do Marcos Maranhão que comanda o Hotel Camboa Capela e é um incansável agitador cultural de Antonina e do Litoral paranaense. Ele que articula e mobiliza os comerciantes locais para viabilizar esse evento e diversos outros durante o ano.

Estaremos por lá durante o festival fotografando e curtindo Antonina que é linda. Com boa música então, fica imperdível!

Mais detalhes no evento do Facebook. 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Festival de Rock e Feira de Escambo em Antonina marcam a abertura do verão no Litoral

Neste sábado, 19 de dezembro um festival em Antonina vai marcar a abertura do verão no Litoral do Paraná.

Será o II ROCK CAMBOA que trará shows das seguintes bandas: The Professors (Matinhos) + ILLbred (Paranaguá) + The Strummers (Curitiba) + Bad Folks (Ctba-Floripa).


Além disso, as minhas fotos do projeto "Um Outro Porto" estarão expostas no Hotel Camboa.

Haverá também um feira de escambo de qualquer tipo de objeto: Será a primeira Feira de Escambo da Guarapirocaba.


Às 20h haverá apresentação da Orquestra Filarmonica de Antonina no Teatro Municipal.

Os restaurantes servirão deliciosos frutos do mar e barreado e durante toda a feira. Haverá chopp artesanal da cervejaria OZEAN de Paranaguá! Os espetáculos gratuitos e o escambo é grátis também!

Todos estão convidados!!!

A produção é do genial Marcos Maranhão, que faz de tudo para agitar a cidade e trazer as melhores atrações para animar a bela Antonina. Aliás, para quem for de fora, a dica é que se hospede justamente no Hotel Camboa. Lugar maravilhoso, com direito a piscina na beira da Bahia.

Para os mais aventureiros, no domingo (20) haverá um passeio de caiaque pela baia de Antonina saindo do Trapiche indo até a Ponta da Pita.

Imperdível!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Turismo: Empresários reivindicam recursos emergenciais do Estado para o setor

Comissão de Turismo define emendas para ações emergenciais para divulgação de atrativos do Paraná
Em audiência pública sobre o “Turismo no Orçamento do Estado para 2016”, os deputados estaduais da Comissão do Turismo definiram apresentar emendas coletivas à Lei Orçamentária Anual (LOA), em tramitação na Assembleia Legislativa, para a realização de ações “emergenciais” de divulgação dos atrativos turísticos do Paraná.

Por sugestão do vice-presidente do Conselho Paranaense de Turismo (Cepatur), João Jacob Mehl, as emendas serão dirigidas para promoção e participação em feiras (R$ 1 milhão), material publicitário (R$ 1 milhão) e elaboração de um plano diretor do turismo para os próximos 10 anos, chamado de Master Plan (R$ 600 mil).

O presidente da Comissão de Turismo, deputado Chico Brasileiro (PSD), afirmou que priorizará também a inclusão de previsão da contrapartida estadual para o Programa de Desenvolvimento Integrado do Turismo Sustentável (PDTIS), elaborado em 2012 e aprovado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), num total de US$ 100 milhões.

“Não há mais dúvidas de que podemos transformar o turismo num carro-chefe da economia do Paraná, ao lado da indústria e da agropecuária”, afirmou Brasileiro. “Assim como aconteceu na Espanha e em Portugal, o turismo poderá ser a tábua de salvação para a crise econômica”, completou.

domingo, 18 de outubro de 2015

Rabeca Bar + "Pior que dor de dente!", agora vai!



Desde que surgiu, o Rabeca sempre foi um lugar que me interessou. Bem localizado na Rua Conselheiro Sinimbu (Centro Histórico de Paranaguá), instalado num belo casarão, uma decoração excelente com conforto moderno respeitando a estrutura antiga, belas fotos e dizeres nas paredes, enfim...



Mas parece que o lugar tinha dificuldades em emplacar, mesmo com todo o potencial. Propostas confusas, alguns desacertos e trocas de proprietários acabaram 'atrasando' o espaço.


Pois um show com o grupo “Pior que dor de dente” acabou nos levando novamente ao Rabeca, e parece que “agora vai”. A nova direção escolheu abrir de quarta a sábado somente à noite. O cardápio e os preços são bons, e agora tem música ao vivo todos os dias.

Esse conjunto “Pior que dor de dente” é puro samba e de alta qualidade. Formada por dentistas, é aquele tipo de formação divertida a serviço da diversão. A noite teve Noel Rosa, Martinho da Vila, Clara Nunes, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho e muitos outros clássicos. Também teve uns Chitãozinho e Xororó em ritmo de samba, mas aí a festa já ia alta e tava tudo em casa.



Conhecemos o grupo no festival da canção organizado pela Fumcul no ano passado. Eles ficaram em segundo lugar com um divertido samba falando das peculiaridades da cidade. Fiz um vídeo no celular, a qualidade não é das melhores, mas vale o registro:



Bom, parece que os novos proprietários acertaram a mão. E o samba dos dentistas ajudou bastante!

https://www.facebook.com/RabecaGastroBar

https://www.facebook.com/Pior-que-Dor-de-Dente-1416750981909712/

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Antonina + Camboa Capela Hotel + Ruído/mm

Eu disse uma vez que as cidades mais bacanas do Litoral do Paraná eram as que não tinham praias. Falava de Morretes e Antonina. Não sei se ainda penso assim. Guaratuba é linda, Matinhos tem muita coisa boa, assim como Pontal do Paraná. Paranaguá nem se fala, além da história e da cultura, tem a Ilha do Mel….

Bom, sem disputas ou superlativos tudo fica mais fácil, não é?

Panorâmica da baía vista da piscina do Hotel
E para a retomada do blog, abrindo os trabalhos para temporada 2015/16, fomos a Antonina. 

Com menos de 20 mil habitantes e mais de 300 anos de história, Antonina é cheia de personalidade. Situada à beira da Baía de Paranaguá, a cidade tem o porto que movimenta a economia, tem um belo conjunto arquitetônico de casarões coloniais, além da deliciosa gastronomia com o barreado e muitos frutos do mar.



Já falamos do Recanto do Rio do Nunes no ano passado. Desta vez, fomos conhecer o Camboa Capela Hotel e curtir um show da banda curitibana Ruído/mm.


Não costumo falar muito de estabelecimentos comerciais, mas o Camboa Capela é bem mais que isso, é uma experiência cultural. O complexo do hotel abriga algumas construções de épocas diferentes, com um casarão colonial na frente, um prédio mais moderno no meio, e mais um salão dentro das ruínas de uma construção do século XVIII. 

O despojamento na arquitetura aliado à riqueza de detalhes nos ornamentos tornam todas as áreas muito simpáticas e aconchegantes. A decoração tem grandes rodas de madeira usadas em antigos engenhos de farinha, bastante artesanato local, belas fotos, pinturas, mapas, etc. Isso sem falar nos jardins e na mobília. Duas piscinas, uma aquecida e outra com bar molhado completam a área de lazer com vista para a Baía de Antonina.


O Camboa Capela de Antonina é gerenciado por Marcos Maranhão, que também é o responsável pela agenda de shows e exposições. Aí que entra o Ruído/mm, atração musical do domingo, dia 11/10. Mais do que um empresário, Marcos é um agitador cultural que abre espaço para a música independente aliando bom gosto e simpatia.



O show do Ruído/mm foi no salão das ruínas, ao lado da piscina, e teve um excelente público. O detalhe “fofo” foi a primeira fila ocupada por crianças, alguns deles filhos dos integrantes da banda. 

A banda, como o nome sugere, é bem experimental, fazendo um rock instrumental entre progressivo, psicodélico e shoegaze; isso sem falar nas referências ao velho oeste de Ennio Morricone. Imagine Violeta de Outono, Pink Floyd e Sonic Youth fazendo trilha para filmes do Sergio Leone…



Bom, tudo isso pode soar estranho, mas quem viu ficou hipnotizado, inclusive as crianças que festaram a valer. Foi uma comoção, com direito a bis!



E nem a chuva atrapalhou o fim de semana com feriado na bela Antonina. Para encerrar, no dia das crianças, teve apresentação de teatro de bonecos no coreto da praça, com um espetáculo encenado por Ruddy K Castillo Rojas; também organizada pelo Marcos Maranhão. 

Nos despedimos querendo voltar logo. Super recomendo!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Festa da Tainha de Paranaguá começa nesta quinta


Inverno no Litoral é sinônimo de Tainha, muita Tainha. Nos dias mais frios do ano, o peixe se aproxima das praias em enormes cardumes o que resulta em fartura para as comunidades pesqueiras. É festa no Litoral.

Por isso, nesta época do ano, são realizadas as festas da Tainha em diversas localidades do Litoral Brasileiro. No Paraná não é diferente, e a Festa da Tainha de Paranaguá se consolidou como uma das maiores e melhor organizadas.


A 5ª Festa Nacional da Tainha começa nesta quinta-feira, 25 de junho e segue até o dia 12 de julho, um domingo. Serão, portanto, 18 dias de festa com três finais de semana. Nesse período, duas enormes tendas armadas na praça 29 de julho servem tainhas recheadas ou defumadas (cambira), além de outros pratos a base de frutos do mar.

As tendas são divididas em barracas organizadas por 16 comunidades pesqueiras, a maioria de Paranaguá, mas também de Guaraqueçaba, Pontal do Sul e Barra do Sul (SC). Por isso, a Festa tem uma importância social muito grande, pois gera emprego e renda nas comunidades que trabalham com a pesca artesanal.


Durante a festa, cerca de 20 toneladas do peixe são servidas nas tendas, e mais 40 toneladas são vendidas no mercado de peixes (in natura) ou servidas nos restaurantes da cidade. Isso sem contar os outros frutos do mar que chegam a 2,5 toneladas.

O Cardápio da Festa tem preços padronizados. No ano passado, uma tainha recheada com acompanhamentos que serve tranquilamente dois adultos custava R$ 40,00; portanto os preços não costumam ser proibitivos.

Além da comida, haverá shows musicais todos os dias (exceto às segundas) e a programação é variada, indo do fandango ao rock. Veja a programação de shows aqui.

Vamos conferir!

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Turismo comunitário na Baía de Paranaguá

Já tinha ouvido falar da Rede Caiçara de Turismo Sustentável de Paranaguá no ano passado. Sabia dos passeios de barco para pequenos grupos, dos passeios monitorados de caiaque na Baía, mas não sabia direito como o esquema funcionava.

Depois de uma conversa com a Sara Pontes, analista ambiental e uma das organizadoras da Rede, passei a entender melhor o esquema e me deu uma baita vontade de embarcar (literalmente) nessa.

É o seguinte: quatro comunidades caiçaras situadas no interior da Baía de Paranaguá se organizaram em conjunto com a Rede para oferecer pacotes turísticos práticos e bem baratos.

O objetivo da Rede é promover o turismo valorizando a cultura, a culinária e os atrativos locais, sem promover impacto ambiental e contribuindo para o sustento das comunidades.


Os pacotes incluem transporte de barco do centro de Paranaguá (Cais da Rua da Praia) até a comunidade, todas as refeições com pratos típicos caiçaras, hospedagem e transporte de barco de volta à Paranaguá. Tudo isso por R$ 150,00 por pessoa, para um fim de semana, com saída no sábado pela manhã e retorno no domingo a tarde, por exemplo. Também há a opção de fazer o passeio num dia só, indo pela manhã, almoçando e voltando à tarde.

As comunidades são Eufrasina, Piaçaguera, Ponta do Ubá e São Miguel, todas na Baía de Paranaguá. A viagem de barco leva de meia hora até um pouco mais de uma hora. Os lugares são tranquilos, livres de carros, motos, e quaisquer barulhos que atrapalhem o descanso.


Além das paisagens e da gastronomia há opções de passeios pro trilhas na Mata Atlântica, pesca, passeios de caiaque, banho de rio, etc.

Vamos visitar as quatro comunidades e vamos publicar fotos e descrições detalhadas sobre cada uma delas, com seus atrativos.

Já na Ilha de Valadares, que fica junto ao Centro de Paranaguá e há acesso por ponte, a Rede promove os passeios guiados de caiaques, vivências culturais de fandango e ciclismo pelo interior da ilha.

Para conhecer a Rede Caiçara de Turismo Sustentável e embarcar para as comunidades caiçaras, visite a página da Rede no Facebook. Ou escreva para o e-mail: tursustentavel@gmail.com

As fotos são da página da Rede Caiçara de Turismo Sustentável. 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Barra de Ararapira

Já registramos aqui no Balanço da Canoa o ponto extremo ao sul do Litoral do Paraná que é a Barra do Saí, na divisa com Santa Catarina. Agora é a vez do norte!


A Barra de Ararapira é o ponto extremo ao norte do Litoral do Paraná. Pertence ao município de Guaraqueçaba e fica na Ilha de Superagui, no outro extremo em relação à Vila de Superagui.

A vila de pescadores da Barra da Ararapira fica à margem do canal que separa o Paraná de São Paulo e tem cerca de duzentos moradores. Não há acesso por estradas, o mar é a estrada; mas nem barcos regulares atendem a localidade.


Da Vila é possível avistar a Ilha do Cardoso (SP) e as ondas do mar aberto no final da praia deserta de Superagui. A beleza, harmonia e tranquilidade do lugar é impressionante.

Fomos em um barco fretado pelo Grupo Mandicuera. Todos os anos eles fazem a Romaria com as Bandeiras do Divino Espirito Santo pelas vilas da baía de Paranaguá. Então eles começam lá na Barra da Ararapira e vem voltando, visitando casa por casa em dezenas de localidades, numa romaria que demora cerca de um mês.


A hospedagem na Barra da Ararapira é na casa dos pescadores. O atendimento é ótimo e o conforto é mais que suficiente. Mas não há telefone, sinal de celular ou internet, e a gente fica obrigado a curtir o lugar (ô dó!). A eletricidade é fornecida por painéis solares ou por geradores, quando necessário. A água vem de uma cachoeira no centro da ilha de Superagui. Os peixes são frescos, a cataia nasce por lá mesmo, então...

Fora algum barco fretado (que não custa barato), o jeito mais fácil de chegar lá deve ser por Ariri, que é a localidade mais próxima com acesso por estrada, mas é por São Paulo...

Penso que uma linha regular de barcos ligando Cananéia (SP) a Paranaguá ajudaria muito no desenvolvimento da Baia e de suas localidades, que são muitas e cheias de atrações.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Guaratuba – Mercado de Pescados

Guaratuba é uma das cidades mais bonitas e aconchegantes que eu conheço. Possui diversas praias, desde as mais badaladas, até recantos bucólicos, quase desertos. Tem uma linda e imponente baía com muitos rios bem preservados, manguezais e criatórios de ostras. Comporta também um longo trecho de serra, com uma vasta área de preservação permanente. Isso tudo sem falar que é um dos principais locais de veraneio do Paraná e recebe turistas de todo o País.


Dito isso, vamos falar do Mercado Municipal de Pescados de Guaratuba. Nas semanas passadas, já mostramos os mercados de Paranaguá e Matinhos. Esses locais têm grande importância para a manutenção dos costumes alimentares locais, além de contribuir para o sustento de toda uma comunidade de pescadores, cultivadores e beneficiadores de pescados do Litoral.


O Mercado de Pescados de Guaratuba é o menor, mais limpo e organizado, e também o mais caro entre os três. Possui cerca de 20 boxes com variedade interessante de peixes, crustáceos e moluscos.  Foi nesse mercado que encontramos os produtos mais vistosos e mais bem acondicionados. A ventilação é muito boa, evitando odores fortes.


Mesmo estando com preços acima dos mercados de Paranaguá e Matinhos, o mercado de Guaratuba tem preços convidativos, levando-se em conta que estamos em alta temporada. Além dos boxes de pescados há um restaurante com pratos típicos da culinária caiçara, uma loja de panelas e utensílios de cozinha, além de temperos e artesanato.

O Mercado fica longe das praias, mais perto da baía; mas além desse há outros mercados menores na Praia Central e na Praia de Caieiras.

Para quem, além da praia, gosta de cozinhar, é um prato cheio!

domingo, 28 de dezembro de 2014

Matinhos – Mercado de Pescados

Neste domingo, 28 de dezembro parece que o verão começou pra valer. Voltávamos da Prainha que fica na entrada da baía de Guaratuba e resolvemos parar em Matinhos para conferir o Mercado de Pescados. Por volta de dez da manhã o sol estava rachando e o calor já beirava 30°C.

Matinhos fica bem no centro do Litoral urbanizado do Paraná. O município abriga diversas praias, desde a badalada Caiobá, até os balneários mais populares, como o Centro e as praias mais familiares e menos populosas ao norte.


Segundo o Blog Cultura de Matinhos, o espaço para a venda de pescados foi construído em 1996, mas desde 1966 os pescadores já comercializavam seus produtos em barraquinhas no mesmo local. Fica bem no Centro e junto ao mar.


O Mercado possui dezenas de boxes que vendem peixes inteiros, em filé e posta; camarões de diversos tamanhos, inteiros ou limpos, frescos e congelados; e também é possível encontrar outros frutos do mar como lulas, polvos e mexilhões.

Apesar de estarmos em alta temporada, da cidade estar cheia de veranistas que preferem comer pescados nesses dias quentes e de o Mercado de Percados estar cheio, os preços dos peixes e mariscos estavam somente um pouco acima do normal. A cavala que custa R$ 12,00/kg no Mercado de Paranaguá, saia por R$ 15,00 em Matinhos.

Enfim, se você está curtindo uma praia nessa simpática cidade, vale a pena passar no Mercado de Pescados de Matinhos. Se não souber cozinhar ou não quiser, pode levar uma conseva de mariscos ao vinagrete. Vai muito bem!

O Mercado Municipal de Pescados de Matinhos fica na Rua da Fonte, 642, de frente para o mar. 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Mercado de Pescados – Paranaguá


Quando alguém pergunta na rua aqui em Paranaguá “onde fica o mercado?” a resposta é complexa, pois depende: Qual mercado? Pois há cinco(!) mercados, digamos, “públicos” no Centro Histórico de Paranaguá.

Há um Mercado que vende frutas, verduras, temperos, ervas, grãos, bebidas e artesanato e que também abriga cafés e restaurantes. Há o Mercado do Café, que não vende café, mas abriga vários restaurantes especializados em frutos do mar com pratos típicos locais. Tem também um mercado bem pequeno, só de artesanato. E finalmente há o mercado de pescados e o de ostras e mariscos.

Hoje vamos falar do mercado de pescados, que conta com quase trinta bancas que vendem peixes e  camarões frescos, além de lulas, mariscos e ostras geralmente congelados. A variedade é grande, e o preço costuma ser muito bom, mas isso tudo varia de acordo com a época do ano e também com o clima.


No começo do inverno é possível comprar tainhas frescas por R$ 6,00/kg; no começo do verão, você pode encontrar parus, também frescos, por R$, 4,00/kg. Sempre tem bagres, arraias e pescadas. Camarão tem inteiro e limpo, de vários tamanhos e preços. Tem até salmão vindo do Chile e tilápia de cultivo, mas isso eu já acho exagero.

Você pode comprar o peixe inteiro, em postas ou já em filé. Se comprar inteiro, pode levar numa sala onde trabalham os preparadores, que limpam e cortam do jeito que você pedir, e você decide quanto paga pelo serviço.


O prédio que abriga o Mercado está meio judiado, feinho mesmo; mas nada que comprometa a higiene ou a segurança do local. Merece uma reforma ou um novo prédio.

Na saída do mercado, você pode se deparar com um dos habitantes ilustres do entorno, como essa senhora aí que leva uma vida tranquila...



Atravessando a rua por trás do aquário há um pequeno mercado onde são comercializadas ostras frescas por preços excelentes. Nas últimas vezes que comprei, paguei R$ 7,00/dúzia. São ostras cultivadas em Guaraqueçaba, o que é quase sinônimo de pureza. Nesse mesmo mercado por vezes se encontram mexilhões e caranguejos, quando é época.

Há também uma estação de purificação de ostras da prefeitura, que presta o serviço gratuitamente. Tudo isso fica junto da passarela para a ilha de Valadares, perto da Rodoviária e do Estádio Caranguejão, o "Gigante do Itiberê".

Por ser fora da rota das praias, esse mercado não sofre a oscilação de preços na temporada, como acontece com os mercados de pescados de Matinhos e Guaratuba.... Mas isso já é assunto para uma nova postagem....

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Um ano de Litoral!


No dia 18 de dezembro de 2013, a Juliana, Sara, Salen e eu descemos a serra de mala e cuia para morar em Paranaguá. A Cidade Mãe do Paraná e o litoral não nos decepcionaram; muito pelo contrário, a gente se acostumou muito bem aqui.

Peixes, ostras, camarões, siri e assemelhados entraram na nossa dieta diária. Qualquer calorzinho, tem uma praia ou uma cachoeira pertinho. As cidades são cheias de história e a cultura local preserva força e brilho... Difícil não gostar de viver aqui.

E como esta data coincide com o começo da temporada de verão, aproveito para anunciar uma nova fase neste blog.

Pra começar, agora temos domínio: www.balancodacanoa.com.br, o que facilita o acesso e dá uma sensação de casa própria, diferente do domínio grátis usado até agora.

E as férias chegaram, portanto o blog vai acelerar o ritmo e trazer mais publicações de como estão as coisas por aqui. Vamos falar das estradas, das praias, rios, da balneabilidade, da comida, e de tudo que for legal para se fazer nas férias de veraneio...

Sugestões, comentários e até críticas são bem-vindas. Nosso litoral é tudo de bom e a gente merece conhecer o mostrar tudo o que ele tem para oferecer!

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Praia de Caieiras em Guaratuba

A “boca” da baía de Guaratuba proporciona duas praias sensacionais, ao note a “Prainha” e ao sul a praia de Caieiras. Ambas ficam no município de Guartuba, pois não é a baia que forma a divisa entre os municípios de Matinhos e Guaratuba e sim o morro entre a Praia Mansa de Caiobá (Matinhos) e a Prainha, já em Guaratuba.


Bom, Caieiras é daqueles lugares pequenos, simples e privilegiados. A faixa de areia tem pouco mais de 1 km de extensão e começa na boca da baía e segue até mar aberto, terminando nas pedras do morro que a separa de Praia Central de Guaratuba.


Não há hotéis, só um restaurante, dois bares, dois ou três mercados e uma panificadora. Para se hospedar por lá tem que alugar um quarto, apartamento ou casa direto com os moradores, mas os preços compensam.


A vista do mar na boca da baía é animada pelo vai e vem dos barcos de pescadores e da balsa que faz a travessia da baía.


Mais fotos aqui:


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Parisnaguá é uma festa!

A tainha acabou, mas a festa não. Estamos vivendo dias (e noites) empolgantes por conta do XI Festival de Arte e Cultura do Litoral, junto com II Fórum Municipal de Cultura que acontecem durante toda esta semana.

Na noite de terça-feira (16) visitamos por acidente a tradicional Canja das 6, que costuma ser às quartas, mas está itinerante nesta semana. Mas nosso destino era a Feira da Lua, essa sim que acontece toda terça-feira, e já se tornou um clássico da cidade.

Voltando à Canja (que merece uma postagem especial) é a reunião de professores e estudantes da Casa de Cultura Basílio Itiberê, em frente à casa, no belo largo da Matriz. O jazz rola leve, suave, envolvente.

E fomos à Feira da Lua na Praça dos Leões. Dezenas de barracas com artesanato, comidas e bebidas. Petiscos caiçaras, japas, baianos; cervejas artesanais, cataia, enfim... muita coisa legal. Tem um coreto que foi palco para o chorinho. Muita gente na rua, famílias inteiras se divertindo.

Cada vez mais apaixonado por essa cidade que busca cultivar e preservar sua cultura, suas comidas, sua arte. 


terça-feira, 17 de junho de 2014

Dezessete comunidades pesqueiras participarão da 4ª Festa Nacional da Tainha

Via Blog da Luciane


Os integrantes das famílias das ilhas e comunidades marítimas de Paranaguá e das demais cidades que estarão participando da 4ª Festa Nacional da Tainha fizeram o curso de manipulação de alimentos e os garçons também passarão por uma capacitação.

As informações são da Fundação Municipal de Turismo que está organizando o fechamento da programação artística do período de 27 de junho, quando começa a festa, até o dia 13 de julho, quando termina.

Esta é a 4ª Festa Nacional da Tainha, a 37ª Festa do Pescador, 29ª Festa da Tainha, 6ª Festa Regional da Tainha. De acordo com a Fumtur, turistas, moradores e visitantes poderão escolher entre as 17 barracas que serão montadas para comercialização de diferentes tipos de tainha e frutos do mar na Praça de Eventos 29 de Julho.

E a cidade também tem restaurantes conveniados que aderiram e estarão comercializando a tainha durante a Festa em seus estabelecimentos comerciais. São eles a Casa do Barreado, Restaurante A Bonbonné e Restaurante Divina Gula. “Esta é uma das novidades da festa”, adiantou o presidente da Fundação, Rafael Guttierres Júnior. “Além desta, os barraqueiros ficarão alojados no Gigante do Itiberê”, explicou o presidente.

domingo, 8 de junho de 2014

Mandicuera, enfim

O Itiberê separa Valadares do centro de Paranaguá.
O meu conhecimento de Valadares, a ilha, com sua cena de fandango, vinha do Fato, o grupo.

Nada muito forte, a música é estranha, hipnótica. Batida, repetida. Lembra caipira, mas tem canto gregoriano, tem dissonância forte. Uma alegria melancólica de mar. Mantra de açoriano, caiçara.

Vindo morar em Paranaguá, fomos assistir no carnaval, uma apresentação do grupo Mandicuera, com o auto do Boi de Mamão (vide matéria deste blog).


Neste fim de semana, eles fizeram a festa do divino. Tradição.

Tentamos ir no sábado, para o almoço, mas não achamos. A fome bateu e voltamos. A Ilha dos Valadares, não sabíamos, é enorme. Mais de 30 mil habitantes. Tentamos de novo no domingo, com mais vontade. Perguntamos. Andamos 40 minutos e achamos.

Chegando lá, a nossa timidez (jacus de tudo) demoramos a conversar. Mas deu tudo certo. O lugar é simples. Uma resistência que eu só tinha visto em punks sustenta uma vida que tem uma graça particular.


Tinha uma bebida de nome engraçado: “mãecafilha”, uma cachaça com melado. Tinha uma casa de farinha, e eles estavam fazendo farinha de mandioca ali. E tinha um almoço no fogão a lenha: barreado, banana da terra, peixe seco ensopado e os acompanhamentos brasileiros (arroz, feijão, salada...).


Tinha pessoas que são de outro universo, como o Seu Leonildo (foto acima), um mestre do fandango e da simpatia. Vindo de um lugar que não se chega de carro. Que faz um tipo de música que ninguém mais faz... tinha.


Tinha gente tentando aprender... e aprendendo. Um outro jeito de viver. Um sorriso mais leve.


Uma linda capela e um mar de lá.


E a Dona Regina. O melhor papo do dia.


Mais fotos, lá no face:


Mais fotos na página: Publicação by Xis Foto Lambe-Lambe Digital.